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Quando o CEO da Larian Studios, Swen Vincke, falou abertamente sobre o uso de IA generativa no estúdio, muita gente ouviu só metade da frase — e surtou com a metade errada.
O resultado?
Uma reação emocional que diz mais sobre o medo da indústria do que sobre a prática da Larian.
🤖 O que a Larian realmente disse (e o que fingiram ouvir)
Vincke foi direto:
- IA é usada para explorar ideias
- gerar textos provisórios
- testar conceitos iniciais
- organizar apresentações e referências
E deixou claro:
👉 nenhum conteúdo final de jogos da Larian é feito por IA
Nada de roteiro.
Nada de arte final.
Nada de atuação.
Nada de substituir pessoas.
Mesmo assim, a reação foi imediata:
“Estão usando IA pra criar arte!”
“Estão substituindo artistas!”
“É o começo do fim!”
Não era.
Nunca foi.
🎭 A palavra proibida: “ferramenta”
O que incomoda muita gente não é a IA.
É a ideia de que ela pode ser só uma ferramenta.
A Larian descreveu IA do mesmo jeito que descreveu:
- livros de arte
- referências visuais
- brainstorms rápidos
Só que agora a ferramenta tem um nome assustador.
E isso expôs um tabu:
👉 muita gente prefere romantizar o processo criativo do que entendê-lo.
🧠 O ponto central que a Larian acertou em cheio
A Larian tem hoje:
- mais de 70 artistas
- dezenas de roteiristas
- salas de escrita
- atores reais
- performances capturadas
- tradução humana
Ou seja:
a equipe cresceu, não encolheu.
Vincke foi claro:
“Contratamos pessoas pelo talento, não pelo que uma máquina sugere.”
IA, para eles, serve para tirar o peso do trabalho mecânico, não para matar a autoria.
Isso é o oposto do terror corporativo que o discurso anti-IA costuma imaginar.
🧩 O que separa a Larian do resto da indústria
A diferença não é tecnológica.
É ética.
A Larian usa IA para:
- acelerar ideação
- liberar tempo criativo
- aumentar complexidade narrativa
Enquanto outras empresas sonham em:
- cortar custos
- reduzir equipes
- gerar conteúdo em massa
👉 A ferramenta é a mesma.
A intenção não.
🎮 Por que isso importa para o próximo Divinity
O novo Divinity não terá nenhum conteúdo gerado por IA.
Isso não é marketing.
É posicionamento.
A Larian está dizendo:
“Vamos usar tecnologia para criar mais, não para criar menos gente.”
Num mercado viciado em atalhos, isso é quase subversivo.
🧨 Conclusão: o medo não é da IA — é de perder o humano
A reação exagerada aos comentários de Vincke mostra algo maior:
A indústria não sabe mais discutir tecnologia sem entrar em pânico.
A Larian fez o impensável:
falou de IA sem vender mentira e sem demonizar a ferramenta.
E lembrou algo simples:
👉 jogo bom ainda nasce de gente boa.
IA pode ajudar.
IA pode acelerar.
IA pode limpar o caminho.
Mas quem decide o destino da história —
ainda é humano.
E enquanto a Larian continuar lembrando disso,
o resto da indústria vai continuar… atrasada.








