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Depois de Elden Ring ter redefinido o gênero e de Elden Ring Nightreign testar ideias mais ousadas, o mercado entrou numa fase curiosa:
todo mundo quer fazer soulslike — mas poucos sabem o que copiar e o que abandonar.
É aí que entra Serpent’s Gaze, novo jogo em desenvolvimento para Steam que troca o medieval europeu por mitologia egípcia, coop focado desde o início e uma estrutura menos punitiva que Nightreign.
E isso muda tudo.
🐍 Não é só estética: o Egito muda o tom do soulslike
Soulslikes vivem de atmosfera.
E a maior parte deles ainda gira em torno de:
- castelos
- ruínas góticas
- cavaleiros decadentes
O Egito traz outra camada simbólica:
- deuses antigos
- maldições
- ressurreição
- ciclos de morte e renascimento
Isso conversa diretamente com a lógica do gênero — talvez até melhor do que espadas medievais repetidas à exaustão.
🤝 Coop pensado desde o início (e não remendo)
Aqui está o ponto-chave.
Serpent’s Gaze não trata coop como “ajuda opcional”.
Ele nasce cooperativo:
- até 4 jogadores
- progressão compartilhada
- bosses pensados para grupo
- falha vira recomeço, não frustração
Isso resolve um problema clássico dos soulslike tradicionais:
eles toleram coop, mas nunca o abraçam de verdade.
⏳ O que ele aprende com os erros de Nightreign
Nightreign foi corajoso — e divisivo.
- tempo limite
- pressão constante
- sensação de corrida
Serpent’s Gaze parece fazer algo mais inteligente:
👉 pegar só o que funcionou.
Sem storm fechando mapa.
Sem relógio mandando você andar.
Explorar volta a ser prazer, não ansiedade.
🧩 Early Access como arma, não desculpa
Diferente de muitos soulslike que chegam “prontos e tortos”,
Serpent’s Gaze entra em Early Access assumindo o risco.
Isso permite:
- balancear dificuldade em coop
- ajustar bosses
- ouvir a comunidade hardcore
- corrigir injustiças antes do lançamento final
É o tipo de jogo que cresce com o público, não apesar dele.
⚔️ Familiar demais ou confortável na medida?
Sim, ele copia coisas demais:
- barra de vida
- dodge roll
- “You Died” vibes
- inimigos claramente inspirados
Mas aqui vai a pergunta honesta:
👉 o problema é copiar
ou é copiar bem e executar melhor?
Num gênero saturado, identidade não vem só da mecânica.
Vem do conjunto.
🏺 Conclusão — quando copiar vira evolução
Serpent’s Gaze não tenta ser revolucionário.
Ele tenta ser cirúrgico.
Copia o que funciona.
Remove o que cansa.
Troca o cenário.
Abraça o coop.
Se entregar desafio justo, atmosfera forte e progressão satisfatória, pode provar uma coisa importante:
👉 o futuro do soulslike talvez não esteja em “mais dificuldade”,
mas em mais contexto e mais gente jogando junto.








