Soulslike egípcio pode ser o próximo passo pós-Elden Ring?

🕒 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Depois de Elden Ring ter redefinido o gênero e de Elden Ring Nightreign testar ideias mais ousadas, o mercado entrou numa fase curiosa:
todo mundo quer fazer soulslike — mas poucos sabem o que copiar e o que abandonar.

É aí que entra Serpent’s Gaze, novo jogo em desenvolvimento para Steam que troca o medieval europeu por mitologia egípcia, coop focado desde o início e uma estrutura menos punitiva que Nightreign.

E isso muda tudo.


🐍 Não é só estética: o Egito muda o tom do soulslike

Soulslikes vivem de atmosfera.
E a maior parte deles ainda gira em torno de:

  • castelos
  • ruínas góticas
  • cavaleiros decadentes

O Egito traz outra camada simbólica:

  • deuses antigos
  • maldições
  • ressurreição
  • ciclos de morte e renascimento

Isso conversa diretamente com a lógica do gênero — talvez até melhor do que espadas medievais repetidas à exaustão.


🤝 Coop pensado desde o início (e não remendo)

Aqui está o ponto-chave.

Serpent’s Gaze não trata coop como “ajuda opcional”.
Ele nasce cooperativo:

  • até 4 jogadores
  • progressão compartilhada
  • bosses pensados para grupo
  • falha vira recomeço, não frustração

Isso resolve um problema clássico dos soulslike tradicionais:
eles toleram coop, mas nunca o abraçam de verdade.


⏳ O que ele aprende com os erros de Nightreign

Nightreign foi corajoso — e divisivo.

  • tempo limite
  • pressão constante
  • sensação de corrida

Serpent’s Gaze parece fazer algo mais inteligente:
👉 pegar só o que funcionou.

Sem storm fechando mapa.
Sem relógio mandando você andar.

Explorar volta a ser prazer, não ansiedade.


🧩 Early Access como arma, não desculpa

Diferente de muitos soulslike que chegam “prontos e tortos”,
Serpent’s Gaze entra em Early Access assumindo o risco.

Isso permite:

  • balancear dificuldade em coop
  • ajustar bosses
  • ouvir a comunidade hardcore
  • corrigir injustiças antes do lançamento final

É o tipo de jogo que cresce com o público, não apesar dele.


⚔️ Familiar demais ou confortável na medida?

Sim, ele copia coisas demais:

  • barra de vida
  • dodge roll
  • “You Died” vibes
  • inimigos claramente inspirados

Mas aqui vai a pergunta honesta:

👉 o problema é copiar
ou é copiar bem e executar melhor?

Num gênero saturado, identidade não vem só da mecânica.
Vem do conjunto.


🏺 Conclusão — quando copiar vira evolução

Serpent’s Gaze não tenta ser revolucionário.
Ele tenta ser cirúrgico.

Copia o que funciona.
Remove o que cansa.
Troca o cenário.
Abraça o coop.

Se entregar desafio justo, atmosfera forte e progressão satisfatória, pode provar uma coisa importante:

👉 o futuro do soulslike talvez não esteja em “mais dificuldade”,
mas em mais contexto e mais gente jogando junto.

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