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Nos últimos anos, uma coisa ficou clara:
quando o jogo falha, a série aparece.
Mas a pergunta que ninguém quer encarar é mais incômoda:
👉 as séries estão salvando os games… ou empurrando eles pra depois?
🎬 O efeito vitrine: quando a série vira marketing premium
Vamos começar pelo lado bom.
Séries como The Last of Us, Fallout e Arcane provaram uma coisa:
📌 videogame não é narrativa de segunda classe.
Elas:
- legitimam o universo
- atraem público novo
- ressuscitam vendas
- renovam o prestígio da IP
Fallout voltou ao topo da Steam.
The Last of Us virou referência dramática.
Arcane fez LoL parecer… arte.
Até aqui, vitória total.
🧠 O problema começa quando a série vira muleta
Agora o lado feio.
Quando a série dá certo demais, o jogo entra em standby existencial.
Exemplos claros:
- Fallout sem Fallout 5
- The Last of Us sem jogo novo relevante
- Cyberpunk vivendo mais de anime do que de updates
A lógica muda:
“Por que correr com o jogo se a série segura o hype?”
A IP continua viva.
O desenvolvimento… desacelera.
🕰️ Séries compram tempo — mas cobram juros
Série boa compra tempo político dentro do estúdio.
Executivo pensa:
- “a marca está quente”
- “não precisamos lançar nada agora”
- “vamos esperar o momento perfeito”
Resultado?
- ciclos de desenvolvimento mais longos
- jogos mais caros
- expectativas irreais
- medo de errar
A série protege, mas também engessa.
🎮 O jogo vira produto derivado (e isso é perigoso)
Aqui mora o risco real.
Quando:
- a série vira o evento principal
- o jogo vira “complemento”
- o lançamento vira refém do timing da TV
A hierarquia se inverte.
O videogame — que antes era o núcleo criativo — vira:
- extensão de lore
- vitrine técnica
- produto de sinergia
Isso nunca termina bem.
⚠️ O exemplo silencioso: quando a série rouba o protagonismo
Ninguém fala, mas sente.
Tem jogador que hoje conhece:
- Fallout pela série
- The Last of Us pela HBO
- Cyberpunk pelo anime
E isso muda tudo.
O jogo deixa de ser porta de entrada
e vira material de apoio.
É vitória cultural… com custo criativo.
⚖️ Então afinal: salvam ou atrasam?
Resposta honesta:
👉 Salvam a marca.
Atrasam o jogo.
São ótimas para:
- manter relevância
- atrair público
- justificar investimentos
Mas péssimas se:
- substituem risco criativo
- viram desculpa pra não lançar nada
- colocam o jogo sob medo permanente de falhar
🎯 O equilíbrio ideal (quase ninguém acerta)
Série deveria ser:
- expansão do universo
- leitura paralela
- amplificação do impacto
Não:
- bengala
- anestesia
- substituto do jogo
Quando isso se inverte, a franquia entra em modo espera.
🧨 Conclusão: séries salvam o passado, mas atrasam o futuro
As séries provaram que jogos têm histórias gigantes.
Mas também provaram que é possível viver só de nostalgia bem produzida.
O desafio agora é simples (e brutal):
👉 usar a série como impulso, não como desculpa.
Porque no fim, se o próximo jogo não vier…
a série vira epitáfio bonito.








