Público perdeu interesse no Xbox — e isso é mais grave do que parece

🕒 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Durante anos, o Xbox sobreviveu de uma promessa:
“o futuro está logo ali.”

O problema é que o futuro chegou…
e muita gente simplesmente não apareceu.


📉 Os números não mentem (mas também não contam tudo)

Em 2025, a divisão Xbox registrou:

  • queda de US$ 113 milhões em receita
  • hardware despencando 29%
  • vendas do Series X|S abaixo do esperado

Mas isso, por si só, não é o pior sinal.

O alerta real veio de quem vive de audiência.


🎥 Quando nem o conteúdo performa, algo quebrou

Digital Foundry admitiu publicamente:
conteúdos focados em Xbox quase não geram visualizações.

Alex Battaglia foi direto:
o esforço não se converte em retorno.

Ou seja:
nem o público hardcore, nem o técnico, nem o entusiasta está respondendo.

Isso é raríssimo.


📰 Windows Central disse o que ninguém queria dizer

O mais simbólico veio depois.

Jez Corden, do Windows Central, confirmou:
artigos sobre Steam Deck rendem mais tráfego do que qualquer coisa ligada ao Xbox.

Pensa nisso.

Um PC portátil de nicho supera uma marca que já foi sinônimo de console gamer.

Isso não é oscilação.
É deslocamento cultural.


🎮 Play Anywhere não cria desejo

A estratégia da Microsoft faz sentido no papel:

Mas na prática?

👉 Se está em todo lugar, não é especial em lugar nenhum.

E o mercado de games vive de desejo, não só de acesso.


🚫 Quando nem os grandes jogos escolhem você

Títulos de alto perfil continuam ignorando a plataforma.
Phantom Blade Zero é só mais um exemplo.

Não é boicote.
É cálculo.

Se o público não está lá, o investimento não vai.


🏆 O detalhe que dói mais: relevância simbólica

Na última década:

👉 zero jogos first-party do Xbox indicados a Jogo do Ano no The Game Awards.

Isso não é sobre prêmios.
É sobre imaginação coletiva.

O Xbox saiu do centro da conversa.


🧠 O problema não é fracasso — é identidade

O Xbox não morreu.
Mas ele não sabe mais quem é.

Ele já foi:

  • rebelde
  • acessível
  • gamer-first

Hoje, é:

  • plataforma
  • serviço
  • backend

Tudo isso é importante.
Mas nada disso cria mito.


🎯 Veredito GAG: o público não odeia o Xbox — só parou de sentir algo

E isso é pior.

Porque marcas não morrem quando erram.
Morrem quando não despertam reação nenhuma.

O Xbox ainda tem dinheiro, estúdios e tecnologia.
O que ele perdeu foi urgência cultural.

E recuperar isso não depende de mais serviços.
Depende de um motivo para existir.

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