Kojima é maior que a própria indústria?

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Essa pergunta não é provocação.
É diagnóstico.

Porque hoje, quando Hideo Kojima anuncia algo, o jogo vira detalhe.
O evento é ele.

E isso muda tudo.


🎬 Kojima não lança jogos — ele cria acontecimentos

Vamos ser honestos:

  • trailers viram curtas-metragens
  • entrevistas viram manifesto
  • silêncio vira hype
  • atraso vira “gestação artística”

Death Stranding não foi vendido como gameplay.
Foi vendido como ideia.

Quem comprou, comprou:

  • conceito
  • assinatura
  • visão de mundo

Isso não é comum nem no cinema.
É raríssimo nos games.


🧠 O que Kojima construiu (sem pedir licença)

Kojima fez algo que a indústria sempre tentou evitar:

👉 transformou o criador em marca principal.

Antes, ele já tinha feito isso com Metal Gear Solid, mas ainda preso a uma publisher.

Depois da saída da Konami, ficou claro:

  • estúdio próprio
  • IP própria
  • ritmo próprio
  • linguagem própria

Kojima não responde ao mercado.
O mercado espera por Kojima.


⚖️ Quando o autor fica maior que o sistema

Aqui entra o ponto delicado.

Quando alguém vira maior que a indústria:

  • críticas viram heresia
  • falhas viram “incompreensão”
  • excessos viram “ousadia”

Nem todo mundo que não gostou de Death Stranding “não entendeu”.
Às vezes… só não gostou.

Mas a blindagem simbólica existe.


🎮 Kojima elevou os games — mas criou um paradoxo

É inegável:

✔ Kojima expandiu o vocabulário dos games
✔ trouxe cinema, filosofia e estranheza
✔ provou que jogo pode ser autoral

Mas também criou um modelo quase inalcançável.

Poucos estúdios podem:

  • bancar anos de silêncio
  • arriscar sem mecânica óbvia
  • sobreviver a divisões de opinião

Kojima pode.
A indústria, não.


🧠 Ele é maior que a indústria?

Hoje?

👉 Sim, como símbolo.
👉 Não, como caminho replicável.

Kojima virou exceção.
E exceções não viram regra — viram lenda.


🎯 Veredito GAG

Kojima não quebrou a indústria.
Ele escapou dela.

E ao fazer isso, mostrou duas verdades incômodas:

  • a indústria é mais conservadora do que admite
  • criatividade real custa caro — e cobra paciência

Kojima não é o futuro dos games.
Ele é o desvio necessário.

E toda indústria precisa de um.

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