
🕒 Tempo estimado de leitura: 3 minutos
Por meses, a narrativa era simples:
👉 Battlefield 6 voltou forte.
👉 Call of Duty estava cansado.
Só que os dados recentes contam outra história.
E ela é bem menos romântica.
📊 O número que dói: engajamento semanal
Segundo medições recentes de atividade nos consoles, Call of Duty HQ ocupa o 2º lugar absoluto em jogadores ativos semanais no PlayStation e Xbox.
Enquanto isso, Battlefield 6:
- caiu de 6º para 7º lugar
- perdeu fôlego poucas semanas após o lançamento
- começou a desaparecer da conversa diária
E aqui vem o detalhe cruel.
🧠 Call of Duty não é um jogo. É um ecossistema.
Comparar Battlefield 6 com “Call of Duty” é um erro conceitual.
O que aparece nos rankings não é um jogo isolado — é:
- Warzone (free-to-play)
- Black Ops 7
- modos persistentes
- progressão compartilhada
- eventos semanais
- XP cruzado
Call of Duty HQ é um shopping center.
Battlefield 6 ainda é uma loja grande… numa rua vazia.
🎮 “Mas Battlefield vendeu mais!”
Vendeu.
E isso torna tudo ainda mais preocupante.
Battlefield 6 foi:
- o shooter mais vendido de 2025
- líder de vendas nos EUA por semanas
- tecnicamente sólido
Mesmo assim…
👉 as pessoas não ficaram.
Venda inicial ≠ retenção.
E retenção é o verdadeiro rei em 2025.
🔄 O paradoxo Battlefield
Battlefield sempre apostou em:
- mapas gigantes
- realismo
- escala
- identidade “premium”
Call of Duty apostou em:
- loop rápido
- retorno diário
- recompensas constantes
- fricção mínima
Hoje, o mercado deixa claro qual filosofia vence no longo prazo.
Não porque é melhor.
Mas porque se adapta melhor ao tempo do jogador.
🖥️ Steam mostra outra face (mas não salva tudo)
No PC, Battlefield 6 ainda respira melhor:
- mais jogadores simultâneos que COD HQ no Steam
- comunidade mais fiel
- base mais “hardcore”
Mas até isso tem asterisco:
O número do Call of Duty no Steam soma vários jogos.
Mesmo assim, Battlefield não consegue esmagar.
Ou seja: nem onde Battlefield deveria reinar, ele domina de verdade.
🧨 RedSec é a última cartada da EA
A EA sabe disso.
Por isso lançou Battlefield RedSec:
- free-to-play
- progressão cruzada
- tentativa direta de copiar o modelo Warzone
Não é coincidência.
É admissão.
A guerra não é mais entre jogos.
É entre plataformas de engajamento.
⚠️ A verdade incômoda
Battlefield 6 não está falhando.
Ele está sendo ultrapassado por um modelo mais agressivo.
Call of Duty não ganha porque é amado.
Ganha porque:
- ocupa espaço mental
- nunca sai da tela
- nunca deixa o jogador “encerrar”
É Netflix contra cinema.
🎯 Conclusão GAGNETWORK
Battlefield ainda faz jogos.
Call of Duty constrói hábitos.
E enquanto a EA pensar em “lançamento”,
a Activision pensa em permanência.
A pergunta não é mais:
“Qual é melhor?”
A pergunta real é:
Quem você consegue largar?
🔗 Leia também: Hired 2 Die – O freelancer que ninguém quer contratar








