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Quando o trailer de Beast of Reincarnation apareceu, a reação foi quase unânime:
“Isso é da Game Freak… mesmo?”
Sim.
A mesma Game Freak que passou décadas orbitando Pokémon decidiu sair da jaula.
E não foi para fazer um “Pokémon adulto”.
Foi para fazer algo completamente diferente.
🌿 Um mundo que apodrece e renasce
Beast of Reincarnation se passa em um futuro pós-apocalíptico devastado por uma entidade antiga: a própria Besta da Reencarnação.
Onde ela passa:
- a vida cresce rápido demais
- a decadência vem logo depois
- tudo apodrece em excesso
A inspiração é clara (e assumida):
Princess Mononoke vibes puras.
Natureza não como paraíso,
mas como força indiferente.
🗡️ Adeus turnos, olá lâmina
Aqui não tem captura, nem batalha por menu.
O jogo abraça combate rápido, técnico e punitivo, claramente inspirado em
Sekiro: Shadows Die Twice:
- parry no tempo certo
- esquiva precisa
- punição real para erro
A protagonista, Emma, usa uma espada — mas também plantas vivas como ferramenta de combate e locomoção.
É um soulslike?
Quase.
É um action-slasher narrativo com DNA japonês pesado.
🐕 A diferença está nos detalhes
O que separa Beast of Reincarnation do “genérico soulslike”?
Algumas apostas interessantes:
- habilidades baseadas em crescimento vegetal
- um companheiro canino constante
- cenários que misturam ruína tecnológica e floresta viva
- narrativa simbólica, não expositiva
Não parece um jogo que quer agradar todo mundo.
Parece um jogo que quer ser levado a sério.
🎭 Por que isso importa tanto?
Porque este é o primeiro AAA não-Pokémon da Game Freak.
Isso muda tudo.
Por anos, a crítica foi a mesma:
“Eles só sabem fazer Pokémon… e nem tão bem assim ultimamente.”
Beast of Reincarnation é uma resposta direta —
não com discurso,
mas com risco criativo.
⚠️ O perigo real
Claro, existe risco:
- comparação direta com Sekiro
- expectativa alta demais
- estúdio ainda não testado fora do Pokémon
Se falhar, vira “tentativa curiosa”.
Se acertar, vira renascimento criativo.
E o nome do jogo deixa claro que isso não é acidente.
🧠 Veredito GAG — o salto fora da Pokébola
Beast of Reincarnation não parece perfeito.
Mas parece necessário.
Para a Game Freak.
Para o estúdio.
Para a própria indústria japonesa, que precisa sair do conforto das marcas eternas.
Não é sobre matar o passado.
É sobre provar que existe vida criativa depois dele.
E isso, por si só, já torna o jogo relevante.








