Beast of Reincarnation: a Game Freak quer provar que é maior que Pokémon?

🕒 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Quando o trailer de Beast of Reincarnation apareceu, a reação foi quase unânime:

“Isso é da Game Freak… mesmo?”

Sim.
A mesma Game Freak que passou décadas orbitando Pokémon decidiu sair da jaula.

E não foi para fazer um “Pokémon adulto”.
Foi para fazer algo completamente diferente.


🌿 Um mundo que apodrece e renasce

Beast of Reincarnation se passa em um futuro pós-apocalíptico devastado por uma entidade antiga: a própria Besta da Reencarnação.

Onde ela passa:

  • a vida cresce rápido demais
  • a decadência vem logo depois
  • tudo apodrece em excesso

A inspiração é clara (e assumida):
Princess Mononoke vibes puras.

Natureza não como paraíso,
mas como força indiferente.


🗡️ Adeus turnos, olá lâmina

Aqui não tem captura, nem batalha por menu.

O jogo abraça combate rápido, técnico e punitivo, claramente inspirado em
Sekiro: Shadows Die Twice:

  • parry no tempo certo
  • esquiva precisa
  • punição real para erro

A protagonista, Emma, usa uma espada — mas também plantas vivas como ferramenta de combate e locomoção.

É um soulslike?
Quase.

É um action-slasher narrativo com DNA japonês pesado.


🐕 A diferença está nos detalhes

O que separa Beast of Reincarnation do “genérico soulslike”?

Algumas apostas interessantes:

  • habilidades baseadas em crescimento vegetal
  • um companheiro canino constante
  • cenários que misturam ruína tecnológica e floresta viva
  • narrativa simbólica, não expositiva

Não parece um jogo que quer agradar todo mundo.
Parece um jogo que quer ser levado a sério.


🎭 Por que isso importa tanto?

Porque este é o primeiro AAA não-Pokémon da Game Freak.

Isso muda tudo.

Por anos, a crítica foi a mesma:

“Eles só sabem fazer Pokémon… e nem tão bem assim ultimamente.”

Beast of Reincarnation é uma resposta direta —
não com discurso,
mas com risco criativo.


⚠️ O perigo real

Claro, existe risco:

  • comparação direta com Sekiro
  • expectativa alta demais
  • estúdio ainda não testado fora do Pokémon

Se falhar, vira “tentativa curiosa”.
Se acertar, vira renascimento criativo.

E o nome do jogo deixa claro que isso não é acidente.


🧠 Veredito GAG — o salto fora da Pokébola

Beast of Reincarnation não parece perfeito.
Mas parece necessário.

Para a Game Freak.
Para o estúdio.
Para a própria indústria japonesa, que precisa sair do conforto das marcas eternas.

Não é sobre matar o passado.
É sobre provar que existe vida criativa depois dele.

E isso, por si só, já torna o jogo relevante.

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