Mundos ambiciosos ainda importam ou viraram só vitrine técnica?

🕒 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Durante a última década, a indústria insistiu em repetir fórmulas.
Sequências, remakes, reboots, universos reciclados até a exaustão.

Mesmo assim, alguns jogos decidiram ir na contramão — não apenas criando mapas grandes, mas mundos que respiram, contam histórias sem pedir permissão e exigem do jogador algo além de apertar botões.

A pergunta não é mais “qual é o maior mapa”.
É: qual mundo justifica existir?


🌍 Quando o mundo é o personagem principal

Alguns jogos recentes provaram que worldbuilding não é cenário — é narrativa silenciosa.

🔥 Elden Ring

As Terras Intermédias não explicam nada diretamente.
Elas observam o jogador tentando entender ruínas, deuses quebrados e leis cósmicas em colapso.

É um mundo que não quer ser decifrado — quer ser sentido.


🌿 Horizon Zero Dawn

Aqui, a ambição não está só no visual, mas na ideia:
uma Terra pós-IA onde o passado tecnológico virou mito tribal.

Poucos jogos conseguiram misturar ficção científica dura com arqueologia emocional desse jeito.


🧠 Control

A Antiga Casa é talvez o mundo mais ousado da década —
um espaço que muda, distorce e ignora leis físicas.

É arquitetura como narrativa.
Um prédio que conta história só por existir.


⚔️ Final Fantasy XVI

Valisthea troca o escapismo clássico por brutalidade política.

Cristais, guerras, Eikons e poder como maldição.
Um mundo menos mágico — e por isso mesmo mais cruel.


🌫️ Death Stranding

Aqui, o mundo é vazio de propósito… até você andar por ele.

Cada colina, cada entrega, cada silêncio serve para reforçar uma ideia:
conectar pessoas é difícil — e necessário.

Poucos jogos usaram espaço como metáfora tão bem.


🎨 Ambição não é escala — é identidade

Nem todo mundo precisa criar um universo gigantesco.

🖌️ Clair Obscur: Expedition 33

Seu mundo pintado não impressiona pelo tamanho, mas pela liberdade estética.

É um lembrete importante:
ambição também pode ser estilo, não só orçamento.


⚠️ O problema da ambição vazia

A indústria aprendeu a simular profundidade:

  • mapas grandes demais
  • lore jogado em arquivos
  • mundos lindos… e mortos

O jogador sente quando o mundo foi feito para trailer —
e quando foi feito para ser vivido.


🎯 Veredito GAG

Os mundos mais ambiciosos da década não são os maiores.
São os que sobrevivem fora da tela.

Eles ficam na cabeça do jogador depois do crédito final.
E isso está ficando raro.

Talvez porque criar mundos assim exige coragem
e não apenas tecnologia.

🔗 Leia também: Switch 2 chegou, mas nem todo jogo do Switch 1 gostou da visita

Rolar para cima