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Quando Clair Obscur: Expedition 33 explodiu em 2025, ficou claro que algo tinha mudado no ar dos RPGs.
Turnos voltaram a ser cool, UI elegante virou padrão e o ritmo passou a importar tanto quanto o espetáculo.
Agora surge Sword and Fairy 4: Remake — e a comparação é inevitável.
🎭 Inspiração ou sombra?
O trailer do remake chinês deixa pistas claras:
- UI minimalista e cinematográfica
- Combate por turnos com timing e impacto
- Enquadramentos e transições que lembram muito Clair Obscur
Não é coincidência.
Depois de Clair Obscur ganhar Jogo do Ano e vender milhões em semanas, o mercado entendeu o recado: há fome por RPG clássico bem apresentado.
🧠 O contexto que muda tudo
Diferente de um clone oportunista, Sword and Fairy 4 é:
- remake de um RPG de 2007
- antes exclusivo da China
- agora reimaginado para o público global
O choque vem do salto estético.
O original tinha identidade própria.
O remake… parece estar falando a língua de Clair Obscur.
🛠️ Por que isso acontece agora?
Alguns fatores explicam:
- Clair Obscur provou que turno não é coisa do passado
- estúdios querem prestígio crítico, não só vendas
- engines modernas (como UE4) facilitam copiar “sensação”, não só gráfico
E sim, o remake está sendo feito pela UP Software, enquanto Clair Obscur veio da francesa Sandfall Interactive.
Dois mundos diferentes.
A mesma ambição.
⚖️ Onde mora o risco
O problema não é se inspirar.
O problema é chegar tarde demais.
Clair Obscur não ganhou atenção só por estética — mas por autoria, ritmo e confiança criativa.
Se Sword and Fairy 4 ficar só na superfície, vira:
“Bonito, competente… esquecível.”
🔁 Um ciclo que se repete
Isso já aconteceu antes:
- Dark Souls → avalanche de soulslikes
- Breath of the Wild → open worlds genéricos
- Persona → RPGs “estilosos” sem alma
Agora é a vez de Clair Obscur.
A pergunta não é se vai copiar.
É quem vai entender o porquê do sucesso.
🎯 Veredito GAG
Clair Obscur abriu uma porta.
Sword and Fairy 4 entrou… olhando para o chão do corredor.
Se conseguir reencontrar sua própria identidade, pode surpreender.
Se não, será mais um jogo lembrado como
“o que parecia muito com aquele outro”.








