Silent Hill vai virar anual — e isso é mais assustador do que parece

🕒 Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Por anos, Silent Hill foi sinônimo de ausência.
Agora, corre o risco de virar sinônimo de excesso.

Segundo declarações recentes do produtor da franquia, Motoi Okamoto, a Konami quer lançar um jogo de Silent Hill por ano — plano que teria começado com o remake de Silent Hill 2 (2024) e seguido com Silent Hill f (2025).

Se isso se confirmar, 2026 pode chegar com mais um título.
E talvez até mais de um.

A pergunta é simples — e perigosa:

👉 Silent Hill aguenta virar franquia anual?


📆 O calendário que assusta (e não é pelo terror)

O plano desenhado nos bastidores parece ser este:

  • 2024Silent Hill 2 Remake (Bloober Team)
  • 2025Silent Hill f
  • 2026Silent Hill: Townfall (rumores fortes)
  • 2027 — Remake do Silent Hill original

Além disso, Okamoto falou abertamente em “títulos não anunciados”, sugerindo projetos menores para “manter o buzz”.

Ou seja:
Silent Hill pode virar uma esteira.


🧠 O problema: terror não funciona em linha de montagem

Silent Hill não é Mario.
Não é Assassin’s Creed.
Não é Call of Duty.

Ele vive de:

  • silêncio
  • espera
  • desconforto
  • interpretação

Transformar isso em lançamento anual é brincar com fogo psicológico.

O risco não é só cansaço — é dessacralização.


⚖️ O lado bom: vários estúdios, várias vozes

Existe um argumento a favor:
a Konami não está centralizando tudo em um único time.

  • Bloober Teamremakes
  • NeoBards — Silent Hill f
  • Screen Burn — Townfall

Na teoria, isso evita desgaste criativo.

Na prática… depende do controle de qualidade.


😨 O fantasma do passado: Ubisoft feelings

Muita gente já fez a comparação inevitável:

“Isso tá com cara de Assassin’s Creed 2009–2015.”

Lançamento anual.
Pressa.
Problemas técnicos.
Perda de identidade.

Silent Hill não sobreviveria a um Unity.


🎯 O verdadeiro medo não é excesso — é banalização

O sucesso recente reacendeu a franquia.
Mas Silent Hill só funciona quando parece raro.

Quando vira evento.
Quando o jogador sente:

“isso não devia existir… mas existe.”

Se virar rotina, perde força.


🧠 Veredito GAG

Silent Hill pode lançar jogos mais cedo do que imaginávamos.
Mas não deveria lançar rápido demais.

Terror não precisa de frequência.
Precisa de impacto.

Se a Konami esquecer isso, o maior susto não vai estar na tela —
vai estar no legado da franquia.

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