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Não é só mais uma aquisição.
É mais uma peça sendo encaixada num tabuleiro que já deixou de ser entretenimento.
A Netflix acaba de comprar a Ready Player Me, startup especializada em avatares interoperáveis usados em múltiplos jogos e mundos virtuais.
E isso diz muito mais do que parece.
🎮 A jogada não é “fazer jogos”
É possuir identidades
A Ready Player Me não cria jogos.
Ela cria algo mais estratégico:
- avatares persistentes
- identidade digital portátil
- tecnologia que atravessa engines, estilos e plataformas
Em outras palavras:
👉 quem você é dentro do jogo
Ao adquirir essa tecnologia, a Netflix não está pensando em um título específico.
Está pensando em ecossistema.
🧠 Avatares são o novo login emocional
Streaming tradicional funciona assim:
- você escolhe o conteúdo
- consome
- vai embora
Jogos funcionam diferente:
- você entra
- constrói identidade
- permanece
Avatares criam:
- vínculo
- continuidade
- retenção emocional
Isso é ouro para uma plataforma que vive de tempo de tela.
📱 Por que isso combina com a estratégia atual da Netflix?
A Netflix já deixou claro:
- menos AAA caros
- mais mobile
- mais casual
- mais integrado à assinatura
Avatares funcionam perfeitamente nesse modelo:
- jogos simples, mas conectados
- progressão cruzada
- identidade única em vários títulos
Não é console war.
É engajamento contínuo.
🧩 O detalhe que quase passou batido
Como parte da aquisição:
- a Ready Player Me vai encerrar seus próprios serviços
- o criador de avatares PlayerZero será desligado
- só parte da liderança migra
Tradução?
👉 A tecnologia não vai continuar aberta.
👉 Vai virar infraestrutura proprietária.
⚠️ E aqui mora o risco
A promessa original da Ready Player Me era:
“avatares que transitam livremente entre mundos”
Dentro da Netflix, isso muda de tom.
O risco:
- interoperabilidade virar exclusividade
- identidade digital virar ativo fechado
- avatar como ferramenta de lock-in
Menos “metaverso aberto”.
Mais “jardim murado”.
🎥 Games são só metade do plano
Essa aquisição acontece no meio da tentativa de compra da
Warner Bros. Discovery.
Juntando as peças:
- IPs gigantes
- streaming dominante
- jogos mobile
- identidade digital persistente
Isso não é só sobre jogar.
É sobre controlar narrativa, personagem e presença digital.
🔥 Netflix não quer competir com consoles
Quer contornar todos
Enquanto:
- Sony protege exclusivos
- Microsoft aposta em serviço
- Nintendo preserva identidade
A Netflix joga outro jogo:
👉 ser o lugar onde você existe, não apenas joga.
🎯 Conclusão — não é hype, é arquitetura
A Netflix não comprou um estúdio.
Comprou um pilar invisível.
Avatares são a base de:
- mundos conectados
- franquias transversais
- engajamento contínuo
Quem controla a identidade,
controla o ecossistema.
E a Netflix deixou claro:
ela não quer só distribuir conteúdo.
Quer habitar o jogador.








