PlayStation criou estrelas… e agora paga o preço disso?

🕒 Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Quando Shawn Layden diz que a Sony decidiu tratar desenvolvedores como rock stars, não é metáfora bonita.
É estratégia industrial — e cultural.

E sim, funcionou.
Talvez até demais.


🎸 A jogada da Sony: vender pessoas, não só jogos

Nos primórdios da PlayStation, a lógica era simples:

👉 se o público se apega ao criador, ele volta para o próximo projeto.

Gente vinda da indústria da música trouxe o manual pronto:

  • crie rostos
  • construa mitos
  • transforme estúdios em marcas emocionais

Resultado?

Não era “um jogo da Sony”.
Era:

  • um jogo da Naughty Dog
  • um jogo da Insomniac
  • um jogo do Hideo Kojima

⭐ Kojima é o exemplo máximo — e o alerta

Layden foi direto:

“We’re looking at you, Kojima-san.”

Kojima virou algo raro:

  • autor reconhecido
  • assinatura estética
  • fandom próprio

Death Stranding não é vendido como produto.
É vendido como visão.

Isso é poderoso.
Mas cria um problema estrutural.


⚖️ Quando o criador fica maior que a plataforma

O lado B dessa estratégia:

  • estúdios ganham autonomia simbólica
  • expectativas viram pressão absurda
  • cada jogo precisa ser “obra-prima”
  • riscos criativos diminuem

Se Naughty Dog errar, não é só um flop.
É uma crise de identidade da PlayStation.

O marketing elevou o padrão…
e agora a marca é refém dele.


🎮 Xbox e Nintendo escolheram outro caminho

Enquanto a Sony canonizou autores:

  • Xbox apostou em ecossistema
  • Nintendo apostou em personagens

A PlayStation apostou em criadores como estrelas.

Nenhuma é errada.
Mas só uma cria essa dependência emocional tão forte.


🧠 O paradoxo PlayStation

A Sony venceu uma batalha cultural:

✔ fez o público respeitar quem cria jogos
✔ transformou devs em referência pop
✔ elevou games ao status de “cinema autoral”

Mas agora enfrenta o efeito colateral:

👉 cada lançamento carrega o peso de um legado.


🎯 Veredito GAG

Transformar desenvolvedores em rock stars foi genial.
Mas rock stars também cansam, erram e quebram expectativas.

A PlayStation criou ícones.
Agora precisa aprender a sobreviver sem depender deles o tempo todo.

Porque quando o criador vira maior que a marca,
qualquer silêncio vira ruído.

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