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Quando Shawn Layden diz que a Sony decidiu tratar desenvolvedores como rock stars, não é metáfora bonita.
É estratégia industrial — e cultural.
E sim, funcionou.
Talvez até demais.
🎸 A jogada da Sony: vender pessoas, não só jogos
Nos primórdios da PlayStation, a lógica era simples:
👉 se o público se apega ao criador, ele volta para o próximo projeto.
Gente vinda da indústria da música trouxe o manual pronto:
- crie rostos
- construa mitos
- transforme estúdios em marcas emocionais
Resultado?
Não era “um jogo da Sony”.
Era:
- um jogo da Naughty Dog
- um jogo da Insomniac
- um jogo do Hideo Kojima
⭐ Kojima é o exemplo máximo — e o alerta
Layden foi direto:
“We’re looking at you, Kojima-san.”
Kojima virou algo raro:
- autor reconhecido
- assinatura estética
- fandom próprio
Death Stranding não é vendido como produto.
É vendido como visão.
Isso é poderoso.
Mas cria um problema estrutural.
⚖️ Quando o criador fica maior que a plataforma
O lado B dessa estratégia:
- estúdios ganham autonomia simbólica
- expectativas viram pressão absurda
- cada jogo precisa ser “obra-prima”
- riscos criativos diminuem
Se Naughty Dog errar, não é só um flop.
É uma crise de identidade da PlayStation.
O marketing elevou o padrão…
e agora a marca é refém dele.
🎮 Xbox e Nintendo escolheram outro caminho
Enquanto a Sony canonizou autores:
- Xbox apostou em ecossistema
- Nintendo apostou em personagens
A PlayStation apostou em criadores como estrelas.
Nenhuma é errada.
Mas só uma cria essa dependência emocional tão forte.
🧠 O paradoxo PlayStation
A Sony venceu uma batalha cultural:
✔ fez o público respeitar quem cria jogos
✔ transformou devs em referência pop
✔ elevou games ao status de “cinema autoral”
Mas agora enfrenta o efeito colateral:
👉 cada lançamento carrega o peso de um legado.
🎯 Veredito GAG
Transformar desenvolvedores em rock stars foi genial.
Mas rock stars também cansam, erram e quebram expectativas.
A PlayStation criou ícones.
Agora precisa aprender a sobreviver sem depender deles o tempo todo.
Porque quando o criador vira maior que a marca,
qualquer silêncio vira ruído.








