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A Microsoft não tem um problema de hardware.
Tem um problema de identidade.
E isso começa — e termina — no nome.
Enquanto a indústria inteira tenta adivinhar specs, TFLOPs e IA milagrosa, o Xbox continua tropeçando na coisa mais básica possível:
👉 como chamar o próprio console.
🎮 Xbox nunca soube se nomear (e isso cobra juros)
Vamos ser honestos:
- Xbox ✔️ (ok)
- Xbox 360 ✔️ (genial, icônico)
- Xbox One ❌ (confuso)
- Xbox Series X|S ❌❌ (catálogo de eletrodoméstico)
A Microsoft conseguiu algo raro:
criar bons consoles com nomes que sabotam a própria mensagem.
O consumidor não entende.
O casual não memoriza.
O marketing sofre.
🔁 Xbox 720: meme? Sim. Óbvio? Também.
O nome Xbox 720 resolve três problemas de uma vez:
- fecha o ciclo simbólico do 360
- ativa nostalgia sem parecer retrô
- comunica continuidade, não ruptura confusa
Abraçar o meme seria, ironicamente, o movimento mais lúcido da Microsoft em anos.
Não é infantil.
É autoconsciente.
E autoconsciência vende.
🧠 Mas o problema não é só o nome — é o que ele promete
Xbox 720 só funciona se significar:
- foco em performance real
- respeito à biblioteca antiga
- console que não pede desculpa por existir
Se for só um Series X++, não adianta.
Nome não salva produto fraco.
Mas produto forte com nome certo vira símbolo.
🔀 Outras alternativas (algumas boas, outras perigosas)
🟢 Xbox Infinite
Vantagem: conecta com Game Pass
Risco: parece serviço, não console
🟢 Xbox Prime
Vantagem: comunica “topo”
Risco: comparação direta com Amazon
🟡 Xbox Core
Vantagem: simples
Risco: genérico demais
🔴 Xbox Series Z
Vantagem: continuidade
Risco: ninguém aguenta mais “Series”
🟢 Xbox 720
Vantagem: clareza, memória, impacto
Risco: nenhum — só orgulho ferido
⚠️ O verdadeiro medo da Microsoft
O medo não é o nome soar bobo.
É admitir que o Xbox 360 foi o último consenso cultural da marca.
Depois disso, o Xbox virou:
- serviço
- plataforma
- ecossistema
- tudo… menos um símbolo claro
O nome 720 força a empresa a assumir:
“Sim, aquele foi nosso auge — e queremos voltar.”
🎯 Veredito GAG
O próximo Xbox não precisa ser revolucionário.
Precisa ser compreensível.
Xbox 720 não é piada.
É reconciliação com o próprio passado.
Se a Microsoft errar de novo no nome,
não será por falta de opção.
Será por medo de assumir quem ela já foi —
e quem ainda poderia ser.








