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Essa é a pergunta que a indústria foge, mas o fã adulto já respondeu em silêncio.
Não.
Mas precisava continuar faturando.
E aí começa o problema.
🏁 Naruto teve um final
🔁 Boruto virou uma continuação automática
Naruto terminou com:
- guerra
- perdas reais
- amadurecimento
- encerramento temático
O ciclo do ódio foi quebrado.
O menino virou Hokage.
A promessa foi cumprida.
Isso era um final legítimo.
Boruto nasce não de uma necessidade narrativa, mas de uma lógica simples:
“Tem público, tem marca, tem dinheiro. Continua.”
Boruto não surge porque a história precisava —
surge porque o sistema não aceita silêncio.
👨👦 O erro central: Naruto virou o problema
Boruto tenta existir criando um conflito artificial:
- Naruto agora é ausente
- o herói virou pai falho
- o sonho realizado vira frustração doméstica
Isso gera uma sensação estranha:
👉 o passado precisa ser rebaixado para o novo existir.
Bleach evitou isso.
Dragon Ball assumiu o exagero.
Naruto tentou “normalizar” — e perdeu força simbólica.
⚡ Escalada de poder: déjà vu mais rápido
Boruto repete — em menos tempo — os erros de Naruto:
- vilões ainda maiores
- ameaças cósmicas
- deuses, alienígenas, dimensões
Só que agora sem o mesmo peso emocional.
Naruto construiu isso em 15 anos.
Boruto tenta justificar em meses.
Resultado:
- impacto menor
- apego menor
- urgência artificial
👶 O problema não é Boruto
🧠 É a recusa em deixar Naruto descansar
Boruto poderia funcionar se fosse:
- outro vilarejo
- outro tempo
- outra mitologia
- outro protagonista sem Naruto no centro
Mas ele carrega um fantasma gigante demais.
Naruto não vira lenda.
Vira obstáculo narrativo.
E isso é cruel com o personagem — e com o público.
💸 Então por que Boruto existe?
Porque:
- Naruto é uma das marcas mais valiosas do Japão
- Shonen Jump não abre mão de IP viva
- finais definitivos não geram fluxo constante
Boruto não é um erro criativo isolado.
É um sintoma da indústria.
🎯 Veredito GAG
Naruto não precisava de Boruto.
Precisava de silêncio.
Boruto precisava de:
- coragem para se separar
- identidade própria
- menos dependência emocional do passado
Naruto terminou como lenda.
Boruto começou como produto.
E o público sente a diferença.








